terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dispareunia


         A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres. Muitas mulheres relatam dor ocasional com o coito, mas algumas mulheres têm dores com cada episódio de relações sexuais.
        Para que o distúrbio seja denominado dispareunia, a dor deve provocar sofrimento ou dificuldade nas relações interpessoais e não ser causada exclusivamente pela falta de lubrificação vaginal, por vaginismo (contrações involuntárias dos músculos da vagina), por condições médicas gerais ou pela ação de substâncias ou medicamentos. A dispareunia leva frequentemente à rejeição ao ato sexual, com conseqüências graves para o relacionamento atual e comprometimento dos futuros, diminuindo o desejo sexual em diversos graus.
       As causas são classificas como:
- Raras: anomalias e malformações genitais.
- As mais freqüentes: · As infecções da vulva e da vagina. Essas incluem uma simples leucorréia ( corrimento vaginal) causadas por bactérias, fungos, flagelados ou outros microorganismos contudo não devemos esquecer as de origem alérgica. · Tumores da vulva e da vagina: os benignos ( bartholinites), cistos glandulares e os malignos. · As patologias pélvicas: endometriose, doença inflamatória pélvica (DIP) , aderências pélvicas, infecções nas trompas e ovários ( anexites), tumores pélvicos benignos e malignos, adenomioses, etc. · Os traumatismos na vulva ou na vagina:incluem cicatrizes de cirurgias complicadas ou seqüelas de acidente . Não podemos esquecer as conseqüências físicas ( escoriações, hematomas, lacerações) dos casos de violência sexual.
· Alterações de trofismo dos genitais:causada pela deficiência estrogênica do climatérico, por fatores hormonais no pós-parto e durante a amamentação.
· Doenças do aparelho urinário: as cistites são as mais freqüentes. · Lesões dermatológicas na região genital:piodermites, herpes genital e outras doenças sexualmente transmissíveis ( DST), psoríase, etc.

     Podemos encontrar os seguintes tipos:

• Primária: quando acontece desde a primeira relação ou tentativa de relação sexual;
• Secundária: as relações sexuais eram normais e, a partir de determinada época, passaram a causar desconforto/dor; • Situacional: a dispareunia ocorre apenas em determinadas ocasiões ou certos parceiros; • Generalizada: a mulher é incapaz de conseguir qualquer tipo de penetração, sem que essa se acompanhe de desconforto.
      O primeiro passo é consultar um médico. No caso das mulheres, a maioria desses pacientes, o ginecologista é o primeiro profissional a ser consultado. O médico conversará com a paciente e tentará identificar fatores psicológicos e outros que possam estar afetando sua vida sexual. O exame físico completo ajudará na detecção de fatores orgânicos relevantes para o caso. Ele será capaz de fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento, podendo encaminhar a pacientes para outros profissionais, caso julgue necessário.
       A fisioterapia deve ser enfatizada para melhorar as condições de lubrificação vaginal e promover um relaxamento da musculatura perivaginal, onde consiste em expor a mulher gradativamente à situação de penetração vaginal com o uso de sondas ou de cones específicos para o tratamento.
      Inicia-se com a orientação de como são os órgãos genitais femininos, mostrando a mulher sua própria anatomia. Em seguida, através de recursos como: a reeducação manual, o biofeedback, a eletroterapia para diminuição da dor, a mulher conseguirá reduzir sua hiper-sensibilidade vaginal, permitindo a introdução de cones e posteriormente do pênis, fortalecendo a musculatura perineal para sentir melhor a penetração, conseqüência de uma maior lubrificação. Suas relações sexuais serão mantidas sem a presença de dor, além de prevenir problemas como: incontinência urinária, queda de bexiga e útero (prolapsos genitais), flacidez pós-parto.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Drenagem Linfática





É uma técnica de massagem que redireciona a linfa para compor o fluxo natural do organismo.Os movimentos da massagem auxiliam a Circulação Linfática c
omo ‘imitação’ dos movimentos naturais do corpo responsáveis por esta função, fazendo com que o sistema linfático tenha maior agilidade em seu funcionamento e aprimoramento de suas funções. O sistema linfático é formado por uma extensa rede de capilares e vasos linfáticos que recebem o líquido intersticial do corpo e o transporta para o sistema cardiovascular. Consiste ainda de linfonodos que antes era chamado de gânglios, que servem como filtros do líquido coletado pelos vasos.Se esse líquido se acumula os tecidos incham, produzindo uma condição denominada edema. 

A drenagem linfática é uma massagem calma, lenta, ritmica e suave com movimentos ascendentes.


Efeitos da Drenagem Linfática Manual:

Aumento da capacidade de admissão dos capilares linfáticos;-Aumento da velocidade da linfa transportada;

Aumento da quantidade de linfa filtrada processada pelos gânglios linfáticos;

Aumento da oxigenação e desintoxicação da musculatura esquelética;- Aumento do peristaltismo intestinal;

Aumento da diurese;

Otimização das imunoreações celulares;

Diminuição das aderências e retrações cicatriciais;

Maior eficiência celular;

Maior eficiência da nutrição dos tecidos






Seundo a Lei: 
O DECRETO LEI Nº. 938/69, A LEI 6.316/1975, A RESOLUÇÃO CNE/CES nº. 04/2002 e a RESOLUÇÃO PÚBLICA COFFITO nº. 08/1978.
No âmbito de sua circunscrição Resolve:
Artigo 1º - A drenagem linfática é conduta terapêutica pertinente ao rol de procedimentos da fisioterapia. Deve ser exercida por fisioterapeutas para a promoção da saúde e para a proteção da integridade física da pessoa humana.


terça-feira, 9 de agosto de 2011


Tui -Na

O Nei-ching (Tui Na) foi escrito há 4.500 anos e só teve sua   tradução para o ocidente nos anos 1940.
O tratado de medicina do Imperador Amarelo é o mais importante. Ë escrito em forma de diálogo entre o lendário soberano, o Imperador Amarelo e o seu ministro sobre assuntos de medicina
O Tuiná é um antigo e tradicional recurso terapêutico originado na China, que consiste em um conjunto de técnicas manuais vigorosas, onde o terapeuta usa seus dedos, mãos, punhos, cotovelos, antebraços e joelhos nos Pontos de Acupuntura e nos Meridianos Energéticos (canais de energia, que por sua vez, correspondem a determinados órgãos do corpo humano) visando corrigir o desequilíbrio fisiológico e energético e alcançando assim, efeitos curativos. "Estimulando esses pontos, pode-se atingir o equilíbrio energético e, conseqüentemente, o provável tratamento das queixas do paciente"

  Esse tipo de massagem pode ser aplicado em pacientes de qualquer idade e é especialmente recomendado no tratamento de pacientes infantis e idosos. 

Há algumas reações curiosas durante a sessão que não são raras e nem preocupantes, como cócegas e choro. O limite de dor e de desconforto do paciente deve ser sempre respeitado. Além de para tratar doenças, o Tuiná também pode ser usado para proteger e desenvolver o corpo, de forma que uma doença possa ser contida no seu início.

 Tuina, quando usado de forma adequada, pode tratar:
• Dores musculares localizadas ou generalizadas; 
• Tensão emocional, ansiedade ou forte choque emocional;
• Pessoas que sempre estão tomando sedativos;
• Pessoas fisicamente esgotadas (após longa atividade física);
• Empresários, executivos, profissionais liberais, trabalhadores e donas-de-casa e estudantes que enfrentam estresses físico e psicológico e grande atividade física e mental; 
• Pessoas com problemas psicológicos desencadeados pelo estresse: ansiedade, depressão, apatia, irritação, impaciência, tensão nervosa, angústia, descontrole, falta de vitalidade, desânimo, desmotivação, baixa auto estima, sensação de solidão, dificuldade de concentração, problemas de memória, distúrbios de sono (insônia ou excesso), cansaço mental; 
• Pessoas com doenças desencadeadas pelo stress: úlceras, gastrites, distúrbios de sono (insônia ou excesso), cansaço físico e metal, dor de cabeça, dores nas costas, tensões musculares, distúrbios alimentares (excesso de fome ou inapetência), distúrbio da pressão arterial, alteração na libido (falta ou excesso), baixa resistência imunológica, problemas digestivos, cardíacos, cerebrais e hormonais; 
• Pessoas saudáveis que buscam qualidade de vida e a manutenção de um conforto físico e psíquico periodicamente.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011




CONES VAGINAIS

Consulte seu médico ginecologista ou um fisioterapeuta especialista antes de iniciar a prática dos exercícios para o assoalho pélvico.

Há muitos casos de incontinência urinária que podem ser tratados de maneira conservadora, ou seja, que não precisam de intervenção cirúrgica. Mesmo quando a indicação médica for uma cirurgia, o fortalecimento dos músculos da região do assoalho pélvico pode ser uma ótima alternativa para uma preparação pré-operatória. Dentre as técnicas utilizadas para esse tratamento, que atualmente é conhecido como treinamento da musculatura do assoalho pélvico, estão os cones vaginais.

São dispositivos com forma e volume iguais, que variam de peso (entre 20 – 70g). Para facilitar eles possuem cores diferentes, conforme o peso. Internamente são compostos de aço inoxidável e são revestidos de plástico. Na extremidade inferior há um fio de nylon, que auxilia a remoção.

Como utilizar o cone?

Inicialmente a força da MAP e as condições ginecológicas e gerais de saúde da mulher devem ser avaliadas por profissionais, e o cone vaginal ideial deve ser escolhido. Por questões de higiene o cone deve ser utilizado com um preservativo não lubrificado (comprado em qualquer farmácia). O uso de lubrificantes no cone aumenta o grau de dificuldade do treino.


Para a inserção do cone, a mulher pode estar deitada com as pernas afastadas, ou em pé, com um dos pés apoiados sobre uma cadeira. O cone deve ser inserido com a parte mais larga para cima (em direção ao colo uterino). O dedo médio pode servir de guia, empurrando o dispositivo para cima. A parte cônica inferior (mais estreita, onde prende-se o fio de remoção) é a zona onde os músculos do assoalho pélvico (MAP) irão agir durante o exercício, impulsionando o cone para cima.
O cone deve ser posicionado profundamente, lá pela metade da vagina, de modo que fique acima da linha da MAP. Se ele não estiver suficientemente fundo, a MAP o empurrará para baixo ao invés de para cima, tornando o exercício ineficaz.


Se a mulher, ao ficar em pé, não sentir peso nenhum, ou então se o cone ficar parado na vagina mesmo que ela não esteja contraindo a MAP, ou então se ela consegue segurar o cone sem cair por mais de 10 segundos, o cone está muito leve, e deve ser trocado pelo próximo, mais pesado.
Se, quando em pé, a mulher conseguir segurar o cone na vagina mas só por menos que 3 segundos, então o cone é muito pesado, e deve ser substituído pelo anterior, mais leve.


 Sempre deve ser trabalhada a respiração durante os exercícios para a MAP, inclusive com cones vaginais. Procure relaxar e respirar de maneira lenta, suave e profunda. Nunca tranque a respiração, pois desta forma provavelmente os abdominais estão sendo indesejavelmente contraídos, ao invés da MAP.

A intensidade e duração dos exercícios com cones vaginais também é variável de acordo com cada caso e objetivo. Por exemplo, para regredir uma incontinência urinária moderada proveniente de fraqueza da MAP, normalmente são requeridos, em média, 3 meses de treinamento intensivo com os cones.


Uma das vantagens do treino com cones vaginais é o tempo necessário. Em alguns programas a sessão pode ser bastante rápida, de até 15 minutos. O ponto decisivo no treino com cones é, como em qualquer outro trabalho de fortalecimento, saber escolher o cone certo para cada caso 


É importante lembrar que a utilização de qualquer técnica de reabilitação deve ter a orientação de um profissional habilitado, que saberá avaliar quais técnicas trarão melhores resultados para o seu caso e quais estão contra-indicadas. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

                                                        Incontinência Urinária

É a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias, devendo ser objetivamente demonstrável.
A perda de urina pode ocorrer de forma transitória, geralmente associada ao uso de fármacos, a infecções (infecção urinária, vaginites), a constipação ou problemas de deficiência hormonal, desaparecendo após o tratamento da causa subjacente; ou pode ser persistente ou definitiva com instalação e piora progressiva. Muitas mulheres tornam-se incontinentes após o parto, histerectomia (cirurgia para retirada do útero) ou mesmo outros traumas na região pélvica.
O tratamento vai depender do tipo e das causas da incontinência urinária.
Inclui medidas gerais identificando as possíveis causas da perda de urina, tais como:
•Perder peso
•Parar de fumar para diminuir a tosse crônica.
•Tratar a constipação.
O alivio dos sintomas pode ser conseguido:  
•Com alguns medicamentos específicos.
Com a fisioterapia de exercícios para o assoalho pélvico, chamados de Exercícios de Kegel (pode melhorar até 75% dos sintomas).
∞Com o uso de cones vaginais com pesos diferentes.
∞Técnicas atuais incluem o uso de eletro-estimuladores.
Também podem ser usadas técnicas que injetam colágeno ao redor da uretra e mesmo cirurgias para corrigir o problema específico.
Para a prevenção deve-se instituir a rotina dos Exercícios de Kegel, principalmente após o parto vaginal e após cirurgias sobre a região pélvica.

Exercícios de Kegel
ajudam a fortalecer seus músculos pélvicos. Estes músculos ajudam a sustentar a vagina e a bexiga que retém a urina. Se os músculos pélvicos enfraquecerem, a urina pode vazar. Os exercícios Kegel ajudam a fortalecer estes músculos de maneira que a urina não vaze. Além disso também tornam os músculos da vagina mais sensíveis.
Você pode fazer estes exercícios em qualquer lugar: sentada à qualquer mesa, esperando o ônibus, lavando louças, dirigindo o carro, esperando em uma fila, ou assistindo televisão. Ninguém perceberá que está fazendo estes exercícios.

Siga as seguintes instruções de como fazê-los:

•Primeiramente, tente uma vez iniciar e parar o fluxo de urina enquanto estiver urinando para que saiba quais músculos usar.
•Quando não estiver urinando, contraia estes músculos e segure por 4 segundos. Depois relaxe. Contraia e relaxe estes músculos pelo menos 10 vezes. Faça isto de 5 a 8 vezes por dia.

Será necessário que contraia e relaxe seus músculos pélvicos aproximadamente de 50 a 80 vezes por dia ou mais.

Muitas mulheres sentem uma melhora após fazer estes exercícios todos os dias por 3 a 6 meses

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Doulando


A palavra "doula" procede do grego e se referia à mulher escrava que servia a outra mulher ou a um homem. Na Grécia a palavra tem conotações negativas, posto que significa "escrava", razão pela qual muitas preferem chamar a si mesmas "assistentes de parto".
Quem primeiro utilizou o conceito "doula" na sua concepção moderna foi a antropóloga Dana Raphael, para referir-se às mulheres que ajudavam às novas mães durante a latência e o cuidado ao recém-nascido nas Filipinas.
"Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde [1] de vários paises entre eles o Brasil (portaria 28 de maio de 2003) reconhecem hoje apos uma década de pesquisas cientificas a enorme contribuição da presença da doula nesse momento tão significativo e de tão profundas repercussões futuras. Tem se demonstrado que o parto evolui com maior tranqüilidade, rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como fetais. Torna-se uma experiência gratificante, fortalecedora e favorecedora da vinculação mãe-bebê. As vantagens também ocorrem para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada a diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.